Pular para o conteúdo principal

Sinusite e rinite juntas: diferenças, sintomas e como tratar

  • OUTROS
  • ADULTOS
  • RINITE ALÉRGICA

Criação: 6 de nov. de 2026

Última atualização: 8 de nov. de 2026

Resumo rápido: A rinite alérgica costuma causar espirros, coceira, coriza clara e congestão nasal. A rinossinusite pode causar obstrução nasal, secreção, pressão ou dor facial e redução do olfato. A rinossinusite aguda dura menos de 12 semanas, enquanto a crônica dura 12 semanas ou mais.

Nariz entupido, secreção nasal e pressão no rosto podem aparecer em diferentes condições. Quando os sintomas persistem ou mudam de padrão, é comum surgir a dúvida: é rinite, sinusite ou as duas ao mesmo tempo? Diferenciar os quadros ajuda a buscar o cuidado mais adequado.

Rinite e rinossinusite podem coexistir e compartilhar sintomas. No entanto, a relação entre alergia e alguns tipos de rinossinusite é complexa, e as evidências não permitem afirmar que toda rinite “vira” sinusite1˒2.

Rinite ou sinusite: qual é a diferença?

A rinite é caracterizada por sintomas como espirros, coceira nasal, coriza e congestão. Na rinite alérgica, esses sintomas aparecem após o contato com alérgenos, como ácaros, pólens, fungos ou pelos de animais4˒5.

“Sinusite” é um termo popular. Em documentos clínicos, “rinossinusite” é mais preciso porque a inflamação envolve o nariz e os seios paranasais. Em adultos, o quadro é definido por dois ou mais sintomas, incluindo obstrução ou secreção nasal, com ou sem dor ou pressão facial e redução do olfato1.

Rinite e rinossinusite lado a lado

1˒4˒5

Qual é a relação entre rinite e rinossinusite?

A inflamação e a congestão da mucosa nasal podem prejudicar a ventilação e a limpeza natural do nariz. Por isso, rinite e rinossinusite são frequentemente associadas2.

Ainda assim, a associação não deve ser apresentada como uma relação automática de causa e efeito. Revisões e consensos indicam que os resultados são conflitantes para alguns tipos de rinossinusite, e não há prova definitiva de que a alergia cause rinossinusite crônica5˒6.

Controlar a rinite é importante para aliviar seus próprios sintomas e para o cuidado integrado quando as duas condições coexistem. Porém, não se deve prometer que o tratamento da rinite prevenirá todos os episódios de sinusite5˒6.

Tipos de rinossinusite e sinais importantes

A rinossinusite pode ser classificada de diferentes maneiras. Para uma explicação prática, os quadros agudos podem ser virais, pós-virais ou bacterianos, e os sintomas que permanecem por 12 semanas ou mais são classificados como crônicos1.

Rinossinusite viral aguda

A rinossinusite viral aguda, associada ao resfriado comum, costuma durar até 10 dias. A maioria dos quadros agudos é consequência de uma infecção viral e melhora espontaneamente1.

Lavagem nasal: A irrigação com solução salina pode ser usada para auxiliar a higiene nasal. Em adultos com rinossinusite bacteriana, a irrigação salina também é recomendada como tratamento complementar3.

Alívio de dor ou desconforto: Use medicamentos apenas de acordo com a orientação de um médico ou farmacêutico.

Hidratação e repouso: Podem contribuir para o conforto durante a recuperação.

Quando há suspeita de rinossinusite bacteriana?

A avaliação médica pode considerar rinossinusite bacteriana quando ocorre um dos seguintes padrões3:

Persistência: Sintomas por 10 dias ou mais sem melhora.

Início intenso: Febre de 39 °C ou mais acompanhada de secreção amarelada ou esverdeada ou dor facial por pelo menos três a quatro dias consecutivos no início do quadro.

Piora após melhora inicial: Novo episódio de febre, dor de cabeça ou aumento da secreção depois de uma infecção viral que parecia estar melhorando.

A presença isolada de secreção colorida ou febre não confirma uma infecção bacteriana. O diagnóstico depende do conjunto de sinais, da duração e da evolução dos sintomas3.

Antibióticos não agem contra vírus. Evite a automedicação e procure avaliação profissional quando houver suspeita de infecção bacteriana ou piora do quadro.

Rinossinusite crônica

A rinossinusite crônica é definida pela presença de dois ou mais sintomas por 12 semanas ou mais. Um deles deve ser obstrução/congestão nasal ou secreção nasal. Dor ou pressão facial e redução do olfato também podem ocorrer1.

O tratamento depende do tipo de rinossinusite crônica e da avaliação clínica. Corticoides intranasais e lavagem nasal fazem parte das opções terapêuticas em diferentes vias de cuidado, mas a conduta deve ser individualizada pelo profissional de saúde1.

Como tratar a rinite quando ela acompanha a rinossinusite

Não existe um único medicamento que trate todos os tipos de rinite e rinossinusite. Cada condição precisa ser avaliada de acordo com a causa, a duração e a intensidade dos sintomas.

Para pessoas com rinite alérgica cuja principal queixa é espirro ou coceira, as diretrizes recomendam anti-histamínicos orais de segunda geração ou menos sedativos4.

A fexofenadina é um anti-histamínico de segunda geração. Uma meta-análise de estudos controlados por placebo em rinite alérgica sazonal encontrou redução dos escores totais e de sintomas nasais, incluindo espirros, coriza, coceira e congestão7.

A fexofenadina é considerada um anti-histamínico não sedativo8˒9.

Allegra ® 120 mg (cloridrato de fexofenadina) é indicado para o alívio dos sintomas associados à rinite alérgica. A bula de comprimidos informa uso adulto e pediátrico acima de 12 anos e inclui 120 mg uma vez ao dia entre as opções de posologia para rinite alérgica9.

Importante: Allegra ® trata manifestações alérgicas. Não trata rinossinusite bacteriana e não substitui o tratamento indicado pelo médico9

Entre 10% e 40% das pessoas com rinite alérgica também têm asma. Pessoas com sintomas nasais e respiratórios, como tosse, chiado ou falta de ar, devem informar o médico4

ALLEGRA® (cloridrato de fexofenadina). Indicações: é um anti-histamínico destinado ao tratamento das manifestações alérgicas, tais como sintomas de rinite alérgica (incluindo espirros, obstrução nasal, prurido, coriza, conjuntivite alérgica) e urticária (erupção avermelhada e pruriginosa na pele). MS: 1.8620.0010. O USO DO MEDICAMENTO PODE TRAZER ALGUNS RISCOS. Leia atentamente a bula. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

Quer saber mais sobre Allegra®? Leia mais.

Quando procurar um otorrinolaringologista

Procure avaliação médica quando houver:

Sintomas recorrentes: Quatro ou mais episódios por ano, com períodos sem sintomas entre eles1

Sintomas crônicos: Persistência por 12 semanas ou mais1

Possível infecção bacteriana: Sintomas por 10 dias ou mais sem melhora, início intenso com febre alta e secreção amarelada ou esverdeada ou dor facial, ou piora após melhora inicial3

Sinais atípicos ou intensos: Sintomas unilaterais, dor intensa, piora rápida, alteração visual ou outros sinais que preocupem.

Em casos crônicos ou de evolução incomum, o especialista pode avaliar a necessidade de endoscopia nasal ou tomografia. Exames de imagem não são recomendados de rotina para sintomas típicos de rinite alérgica1˒4

MAT-BR-2605134

Perguntas Frequentes

Qual é a diferença entre rinite e sinusite?

A rinite afeta principalmente a mucosa nasal e pode causar espirros, coceira, coriza e congestão. A rinossinusite envolve o nariz e os seios paranasais e pode causar obstrução, secreção, pressão ou dor facial e redução do olfato1˒4

Rinite pode virar sinusite?

Rinite e rinossinusite podem ocorrer juntas, e a congestão nasal pode contribuir para alterações da ventilação e da limpeza natural do nariz. Porém, não é correto afirmar que toda rinite evolui para sinusite. A relação varia conforme o tipo de doença e ainda apresenta áreas de incerteza científica2˒5˒6

Posso tomar antialérgico para sinusite?

O anti-histamínico pode aliviar sintomas de rinite alérgica que coexistam com a rinossinusite, como espirros, coceira e coriza. Ele não trata uma infecção bacteriana. Além disso, anti-histamínicos não são recomendados como tratamento complementar da rinossinusite bacteriana aguda3

Sinusite precisa sempre de antibiótico?

Não. A rinossinusite aguda costuma estar relacionada ao resfriado viral e geralmente é autolimitada. Antibióticos são considerados quando o padrão clínico é compatível com rinossinusite bacteriana1˒3

Como saber se a sinusite pode ser bacteriana?

Os padrões mais sugestivos são sintomas por 10 dias ou mais sem melhora, início com febre alta e secreção amarelada ou esverdeada ou dor facial por três a quatro dias, ou piora depois de uma melhora inicial. A avaliação profissional é necessária para definir a conduta3

Sinusite crônica tem cura?

A rinossinusite crônica pode ser controlada, mas o tratamento e o prognóstico dependem do subtipo, das causas associadas e da resposta individual. A avaliação com um otorrinolaringologista ajuda a definir o plano de cuidado1

Encontre seu Allegra®

Referências

  1. Fokkens WJ, Lund VJ, Hopkins C, et al. European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps 2020. Rhinology. 2020;58(Suppl S29):1-464. doi:10.4193/Rhin20.600.
  2. Dykewicz MS, Hamilos DL. Rhinitis and sinusitis. J Allergy Clin Immunol. 2010;125(2 suppl 2):S103-S115. doi:10.1016/j.jaci.2009.12.989.
  3. Chow AW, Benninger MS, Brook I, et al. IDSA clinical practice guideline for acute bacterial rhinosinusitis in children and adults. Clin Infect Dis. 2012;54(8):e72-e112. doi:10.1093/cid/cir1043.
  4. Seidman MD, Gurgel RK, Lin SY, et al. Clinical practice guideline: allergic rhinitis. Otolaryngol Head Neck Surg. 2015;152(1 suppl):S1-S43. doi:10.1177/0194599814561600.
  5. Wise SK, Lin SY, Toskala E, et al. International consensus statement on allergy and rhinology: allergic rhinitis. Int Forum Allergy Rhinol. 2018;8(2):108-352. doi:10.1002/alr.22073.
  6. De Corso E, Lucidi D, Cantone E, et al. Clinical evidence and biomarkers linking allergy and acute or chronic rhinosinusitis in children: a systematic review. Curr Allergy Asthma Rep. 2020;20:68. doi:10.1007/s11882-020-00967-9.
  7. Compalati E, Baena-Cagnani R, Penagos M, et al. Systematic review on the efficacy of fexofenadine in seasonal allergic rhinitis: a meta-analysis of randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trials. Int Arch Allergy Immunol. 2011;156(1):1-15. doi:10.1159/000321896.
  8. Meltzer EO, Rosario NA, Van Bever H, Lucio L. Fexofenadine: review of safety, efficacy and unmet needs in children with allergic rhinitis. Allergy Asthma Clin Immunol. 2021;17(1):113. doi:10.1186/s13223-021-00614-6.
  9. Allegra ® (cloridrato de fexofenadina) [bula profissional]. Opella. Comprimidos revestidos de 60 mg, 120 mg e 180 mg.